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| "Olha eu vou lhe mostrar se é que presta esse filme, já que o ingresso está caro e você não quer gastar..." |
Há quem diga que a onda de remakes dos clássicos da Disney é uma jogada preguiçosa do estúdio - ao invés de apostar em novas histórias, o argumento dos críticos a este movimento é de que apostam em histórias requentadas devido à falta de criatividade. Desta diretriz, tivemos obras que se propuseram a dar novas visões ao material original e souberam inovar - com qualidades vacilantes - como Alice no País das Maravilhas (de Tim Burton, 2010), Malévola (com Angelina Jolie, 2014) e Mogli (de John Favreau, 2016, ainda o melhor deles). Porém, tivemos também os que optaram por refazer o clássico apenas adicionando atores reais e atualizando a linguagem, como foi o caso de Cinderela (de Kenneth Branagh, 2015) e do sucesso A Bela e a Fera (com Emma Watson, 2017). Estes últimos, invariavelmente, embora não sejam filmes ruins, perdem de lavada para o carisma das animações pelo simples fato de ser mesmo desleal tentar competir com a magia que uma animação pode passar frente a uma produção convencional. Pois o novo capítulo dessa geração de remakes é o belo Aladdin, do diretor inglês Guy Ritchie (de Sherlock Holmes), que fica num confortável meio do caminho entre estas duas tendências ao nos trazer uma reprodução absolutamente fiel ao original, mas conseguir o feito de ter carisma e magia próprios mesmos nos mostrando um filme que a gente já viu.
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